Até Buda tirou férias. Já que os seres sencientes tiveram o ano todo para se iluminar e não tiveram sucesso, ele resolveu dar um tempo. O templo que frequento está fechado. E eu, dependente de darma, só piorando o meu carma.
Tropeço pela vida no escuro. E xingo. Procuro uma vela perdida no fundo de alguma gaveta da alma. O racionamento de luz está prejudicando o andamento das atividades por aqui.
Minha espiritualidade é um canteiro de obras, sem prazo de inauguração. Um plano ambicioso de metas de crescimento pessoal, atrasadas e mal executadas, que faria do PAC do governo federal um exemplo de eficiência.
E não adianta buscar ajuda externa. Vários pedidos de apoio foram ineficientes, frustrantes e geraram mais tristeza. Todo ser humano deve ser auto-suficiente em matéria prima para seu fortalecimento interior. O remédio está em alguma fonte escondida nesse eu em reforma. Tem que cavocar para localizar a nascente.
Mas espero voltar às atividades normais de reconstrução, com um pouco de descanso, e rotina, depois de um fim de ano frenético e cansativo. Se contar a vontade política, meu mandato ainda tem alguma chance de êxito.
E volta Budinha (desculpe pela brincadeira das férias)!!