quarta-feira, 31 de março de 2010

Carta ao filho que eu quero ter

Meu filho, você nem nasceu, mas a mamãe já sente saudades. Uma saudade mais apertada porque nosso encontro ficou mais distante no tempo. A nossa vida mudou. E a gente vai ter que esperar mais um pouquinho para se encontrar. Espero que tenha paciência, assim como eu venho aprendendo a ter.

Perdoe-me se errei nos planos, nos cálculos. A vida é muito louca e inexplicável.

Saiba que venho esperando você há tempos, me preparando e imaginando cada minuto nosso juntos. Quero muito que você venha pela minha barriga, mas se for de outra também não me importa. Só quero poder te encontrar e dar todo amor que ainda nem sei que existe em mim.

Há meses, venho querendo lhe escrever para saciar essa vontade de te chamar, filho, e eu me chamar simplesmente mamãe.

Essa música, que adoro desde criança, é para você, meu amor.





O Filho Que Eu Quero Ter

Toquinho
Composição: Toquinho/ Vinicius de Moraes

É comum a gente sonhar, eu sei, quando vem o entardecer
Pois eu também dei de sonhar um sonho lindo de morrer
Vejo um berço e nele eu me debruçar com o pranto a me correr
E assim chorando acalentar o filho que eu quero ter
Dorme, meu pequenininho, dorme que a noite já vem
Teu pai está muito sozinho de tanto amor que ele tem

De repente eu vejo se transformar num menino igual à mim
Que vem correndo me beijar quando eu chegar lá de onde eu vim
Um menino sempre a me perguntar um porque que não tem fim
Um filho a quem só queira bem e a quem só diga que sim
Dorme menino levado, dorme que a vida já vem
Teu pai está muito cansado de tanta dor que ele tem

Quando a vida enfim me quiser levar pelo tanto que me deu
Sentir-lhe a barba me roçar no derradeiro beijo seu
E ao sentir também sua mão vedar meu olhar dos olhos seus
Ouvir-lhe a voz a me embalar num acalanto de adeus
Dorme meu pai sem cuidado, dorme que ao entardecer
Teu filho sonha acordado, com o filho que ele quer ter.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Terapia de mocinha: Nada melhor que um bom pano de chão

Recomendo os poderes terapêuticos de transformar as camisetas do seu ex pilantra em panos de chão. Aproveite cada instante ao passar a tesoura na dita cuja. Não use somente a tesoura e delicie-se com a sensação de rasgar o tecido com as mãos, fazendo barulhinho.

Chato é descobrir que a porcaria da camiseta não seca bem.

P.S.: Eu sei que é um conselho nada budista este (minha nova inspiração), que prega a não retaliação. Mas tudo bem, eu estou bem longe da iluminação ainda. E enquanto corto a camiseta, corto de mim todo o mal e rancor que se acumulam. Ai se a indústria do vestuário descobre essa terapia... 

Feliz!!

Hoje falei para minha mãe que estou me sentindo tão incrivelmente bem que chego a duvidar da minha sanidade mental. Ela disse são os remédios (bendita sertralina).

Mas acho que não só remédios. Sinto-me leve, de coração aberto. Há períodos que focamos tanto em um objetivo que nos esquecemos simplesmente de viver. E quando essa luta insana não é compartilhada pelos seus companheiros de batalha, o desafio torna-se um fardo.

OK, tudo o que sinto pode mudar daqui meia hora. Afinal, sou bicho fêmea e estou na TPM. Mas é bom curtir instantes de leveza e até achar lindo o sol lá fora e esse calor senegalês aqui dentro.

domingo, 21 de março de 2010

Eu amei

Pequenos amores, que logo terminam, parecem os melhores pois têm o benefício da dúvida.

Exercícios mentais

Exercitamos a memória para o lembrar, mas eu treino a minha para o esquecer. Seleciono os fatos, e procuro picar sensações desagradáveis. São tempos de descarte.

Pretendo encaminhar todo o arquivo morto para incineração. Dessas cinzas, eu vou renascer.

quinta-feira, 18 de março de 2010

De olhos bem abertos

Ontem fui a uma aula revigorante de meditação, conheci uma pessoa genial, cheguei em casa e tinha mil flores preparada pela minha mãe. Minha casa estava cheirosa e eu chorei de alegria pela primeira vez na minha vida. Pela primeira vez comecei meu dia de aniversário em paz, em casa, tomando vinho e lendo um livro que parecia escrito para esse meu momento.

Às vezes vale a pena ficar sozinha, fazer o que quer, abrir bem os olhos e aceitar o mundo de peito aberto.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Nova força de venda

Aprendendo a viver sem o rótulo:

Esse produto não pode ser vendido separamente.

Pesquisando mercado para relançamento.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Sessão: Recaída

Começa o ano de fato, tempo de encarar um recomeço de fato. Pintou baixo astral. Hora de me cuidar com seriedade e buscar novos rumos.