"Antes não me importava de dividir o motel, agora não me importo de pagar. Fazer o que se eu acho que pobre é que tem a pegada e gosta mesmo de mulher. Está duro? Delícia, vou correndo".
Depoimento da minha amiga, que devia ser o nono elemento do CQC (atenção, produção, é só pagar em vinho para ela)
sexta-feira, 23 de julho de 2010
quinta-feira, 22 de julho de 2010
S.O.S., I see freak people
A humanidade é inviável. Assustei-me quando ouvi as palavras de um colega de trabalho. Ele reproduzia uma frase que não me canso de repetir. Disse de boca cheia e finalmente concordando comigo. Tinha um seguidor. Medo.
Minhas palavras são duras, muitas delas palavrões impublicáveis. Mas no fundo do âmago profundo submerso do meu ser ainda acredito na iluminação de todos e não na eliminação (está bem, confesso, riria da morte de alguns canalhas).
Apesar de toda lascada por dentro e por fora, ainda sou a mocinha que acredita em algum lugar além do arco-íris. Tenho a riqueza de ter encontrado muito filho da puta (ops, sempre escapa) como guia nesse caminho tão rico que é viver com a determinação de alcançar a felicidade para todos.
Geshe Langri Thangpa foi um mestre tibetano, no século XII, que nunca mostrava a dentadura num sorriso. Quando era perguntado por que, ele dizia que sempre tinha em mente os infindáveis sofrimentos humanos e não tinha motivos para sorrir. Ele escreveu os lindos versos abaixo, que traduziram seu grande amor e compaixão por todos os seres vivos.
Sua contribuição tem sido muito rica para os meus últimos meses. E já me disseram que palavrões soam bonitinho na minha boca.
Oito Passos para Treino da Mente
Geshe Langri Tangpa
1. Com a determinação de alcançar
O bem supremo em benefício de todos os seres sencientes,
Mais preciosos do que uma jóia mágica que realiza desejos,
Vou aprender a prezá-los e estimá-los no mais alto grau.
2. Sempre que estiver na companhia de outras pessoas, vou aprender
A pensar em minha pessoa como a mais insignificante dentre elas,
E, com todo respeito, considerá-las supremas,
Do fundo do meu coração.
3. Em todos os meus atos, vou aprender a examinar a minha mente
E, sempre que surgir uma emoção negativa,
Pondo em risco a mim mesmo e aos outros,
Vou, com firmeza, enfrentá-la e evitá-la.
4. Vou prezar os seres que têm natureza perversa
E aqueles sobre os quais pesam fortes negatividades e sofrimentos,
Como se eu tivesse encontrado um tesouro precioso,
Muito difícil de achar.
5. Quando os outros, por inveja, maltratarem a minha pessoa,
Ou a insultarem e caluniarem,
Vou aprender a aceitar a derrota,
E a eles oferecer a vitória.
6. Quando alguém a quem ajudei com grande esperança
Magoar ou ferir a minha pessoa, mesmo sem motivo,
Vou aprender a ver essa outra pessoa
Como um excelente guia espiritual.
7. Em suma, vou aprender a oferecer a todos, sem exceção,
Toda a ajuda e felicidade, por meios diretos e indiretos,
E a tomar sobre mim, em sigilo,
Todos os males e sofrimentos daqueles que foram minhas mães.
8. Vou aprender a manter estas práticas
Isentas das máculas das oito preocupações mundanas,
E, ao compreender todos os fenômenos como ilusórios,
Serei libertado da escravidão do apego.
As oito preocupações mundanas são:
1. Desejar elogios
2. Rejeitar críticas
3. Desejar o prazer
4. Rejeitar a dor
5. Desejar o ganho
6. Rejeitar a perda
7. Desejar a fama
8. Rejeitar ser ignorado
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Só na Single Lady
Passei batido pelo rock nacional, pop internacional, punk radical. Cresci ao ritmo de choros, serestas, boleros e MPB. Canto em coro com mariachis de qualquer bodega mexicana. Sei letras de hits de Orquestras Tabajara e afins. E na roda de samba, os meus pedidos são os mais empoeirados.
Sou uma senhora de 70 anos quanto às minhas memórias afetivas musicais. Hoje, escuto Beyoncé e Lady Gaga. Sou uma velhinha feliz e rebolante. Cada dia mais gaga.
Alguém explica? É a pomba gira, só pode ser.
terça-feira, 20 de julho de 2010
Zécutiva fraldas Pampers
Com alegria infantil, monto pequenos castelinhos de problemas corporativos, na minha mesa. Pastas, documentos, fotos formam torres tortas de rolos, abacaxis, pepinos, zicas de todas as complexidades, que por vezes tombam para lembrar que ali estão. Mais que um Sergio Naya de problemas, nesses dias, sinto-me uma fabricante de fraldas, daquelas noturnas.
domingo, 18 de julho de 2010
Para quem quer ser Burle Max
Imagem HB Brindes
Somos jardineiros de nosso mundo interior. Seres humanos possuem a boa fortuna de poder selecionar sementes de seu jardim e preparar o terreno de seu plantio.
Cientistas e jardineiros concordam que todos os fenômenos no universo são baseados em causa e efeito. Plantar é criar causas. Nem sempre a colheita é imediata. Os resultados podem aparecer em outras vidas, já que o jardineiro pode bater as botas a qualquer tempo. Mas nossa vida atual só é significativa quando a semeadura é concenciosa.
Ações virtuosas são sementes que florescem em felicidade. Pensamentos e ações impróprias são ervas daninhas, que estiolam a alegria de quem as semeou. Se o terreno é árido, obstruído por entulhos mentais, é preciso purificar. Abrir o jogo e confessar seus erros ao longo de todos os tempos. Arrancar as tiriricas pela raiz.
Depois da limpeza, arar a terra com poderes da confiança em seres sagrados, do arrependimento, das forças oponentes e da promessa de não repetir ações não virtuosas. Resta nutrir a terra, acumulando méritos e dedicando tais méritos à felicidade de todos. Daí toda paz interior floresce e o resultado é fonte inesgotável de alegria.
Que jardineiro você que ser?
Este é um resumo sentimental das aulas do Sutra Mahayana dos Três Montes Superiores, que aconteceram no Centro Budista Mahabodi. Dedico esse pequeno relato (nada original, são palavras de professores e principalmente de Buda) à alegria de todos. Agradeço a todos que deixarem seus jardins mais coloridos.
quarta-feira, 14 de julho de 2010
O que vai crescer quando você for?
O que vai ser quando crescer? Em frente à folha de papel branco para a redação escolar, Nicolas viaja às aventuras infantis recentes. Uma epopéia com sua turma desastrada de amigos, iniciada quando ele desconfia que sua mãe está grávida, ou seja uma grande ameaça à sua soberania familiar.
O Pequeno Nicolas (França, 2009) é um filme delicioso de Laurent Tirard. Nicolas teme que seus pais o abandonem na floresta, ao nascer o novo irmãozinho. E bola soluções mirabolantes para se mostrar imprescindível à família e tentar eliminar o problema.
Da doçura e maldade das trapalhadas das crianças, transborda uma ingenuidade feliz. Deixa qualquer adulto a se perguntar: onde eu perdi a poção mágica? A fantasia que deixa tudo mais leve e divertido, que nos permite enxergar saídas impensáveis para resolver problemas reais e imaginários. E afinal, que eu saiba, o medo de ser abandonado na floresta persiste até lá pelos 197 anos de idade.
Nicolas, como eu, conclui que o melhor mesmo é só tentar fazer as pessoas felizes, quando crescer. Afinal, a gente nunca cresce o suficiente para ser alguma coisa definitiva. Ou a gente nunca é o bastante para crescer na mesma medida. Mesmo que ogros peludos, de olhos vermelhos, com duas carreiras de dentes, travestidos de gente tentem te largar no meio da floresta, ser feliz é o único meio de ser e crescer.
Nicolas, me passa um gole da sua porção de força de mentirinha! Estou pronta até para o piriri colateral.
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Felicidade clandestina é... festa na cozinha
Cheiro doce de bolo no forno, sopas fumegando nas panelas, garrafa de vinho esvaziando, conversa sem nexo, Beatles cantado em coro, cafezinho para despertar. As melhores festas sempre acontecem na cozinha. É lá que o calor do fogão aquece corações e tempera dias melhores com comida para o corpo e alma.
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Eu vou de maquiagem para mulheres manguaceiras
A moça resolveu minhas dúvidas de maquiagem para esse feriadão. E a pantufa de jaca no pézinho.
Comecei bem, saí hoje toda linda de vestidinho azul. Meia calça com um enorme rombo, que só percebi no carro. Bagaceira.
Comecei bem, saí hoje toda linda de vestidinho azul. Meia calça com um enorme rombo, que só percebi no carro. Bagaceira.
Super divertida a Carol, quem quiser conhecer o trabalho http://carolzoccoli.com.br.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Não se reprima e veste logo a jaca
Nada do que eu disser ou fizer poderá ser usado contra mim. Sou ininputável puta da vida. Vesti minha pantufa de jaca e saí por aí.
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Adeus vuvuzelas
Não vamos comentar muito para não incentivar sucetibilidades. Mas vejamos o lado bom, as vuvzelas vão para o fundo do baú.
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Hoje estou assim... por quem os sinos dobram
“Nenhum homem é uma ilha, sozinho em si mesmo; cada homem é parte do continente, parte do todo; se um seixo for levado pelo mar, a Europa fica menor, como se fosse um promontório, assim como se fosse uma parte de seus amigos ou mesmo sua; a morte de qualquer homem me diminui, porque eu sou parte da humanidade; e por isso, nunca procure saber por quem os sinos dobram, eles dobram por ti”.
John Donne, poeta inglês do século XVI
"É sempre mais fácil achar que a culpa é do outro
Evita o aperto de mão de um possível aliado,
Convence as paredes do quarto, e dorme tranqüilo
Sabendo no fundo do peito que não era nada daquilo
Coragem, coragem, se o que você quer é aquilo que pensa e faz
Coragem, coragem, eu sei que você pode mais"
Na versão do eu fumeta preferido, Raul Seixas
John Donne, poeta inglês do século XVI
"É sempre mais fácil achar que a culpa é do outro
Evita o aperto de mão de um possível aliado,
Convence as paredes do quarto, e dorme tranqüilo
Sabendo no fundo do peito que não era nada daquilo
Coragem, coragem, se o que você quer é aquilo que pensa e faz
Coragem, coragem, eu sei que você pode mais"
Na versão do eu fumeta preferido, Raul Seixas
terça-feira, 29 de junho de 2010
Invertida sobre a cabeça
Alcancei uma pequena conquista muito desejada. Finalmente, passei a praticar SwáSthya Yôga. Há alguns meses venho frequentando aulas de preparo para a técnica. Ontem, finalmente, fiz minha primeira aula no novo nível de Yôga, com direito à calorosa recepção do professor e alunos.
SwáSthya, em sânscrito, língua morta da Índia, significa entre outras coisas auto-suficiência, saúde, bem-estar, conforto e satisfação. Não nada há nada que eu deseje mais que SwáSthya.
As atividades físicas nas aulas, geralmente, terminam em treinamento da invertida sobre a cabeça. Mais ou menos como plantar bananeira com cocoruto no solo. É uma posisção que busca irrigar o cérebro, bastante usada em meditações.
Venho vivendo há meses com a cabeça invertida. Assim como nas aulas, já tenho conseguido me equilibrar, algo que nunca sonhei anteriormente. Um grande fluxo de oxigênio, ainda entrecortado por muitos desequilíbrios. Importa praticar e praticar, até que a inversão se torne uma posição confortável de se colocar no mundo.
SwáSthya a todos!
P.S.: Só para registrar, parabéns Pulguenta querida! Nesse dia e todos os outros, me alegra muito pensar em você e ser sua amiga. Te amo!
segunda-feira, 28 de junho de 2010
De despropósitos e propósitos
Desde muito cedo, viver não me foi natural. Sem motivos, sem pobreza, defeitos, feiúra ou desprezo que justificasse. Uma tristeza desavisada desabava em meio a bonecas, desenhos, aulas, brigas, paqueras, almoços, festinhas. E a sessão da tarde era o exercício de fenecer outro dia.
Não vim ao mundo a passeio, vim para trabalho de campo, mas sem conhecer os objetivos da pesquisa.
Dos despropósitos da vida escorrem propósitos. Mas não há meio de permitir-se respirar sem acreditar que, ainda que em terras arrasadas, a natureza por si preserva capacidade de recuperação.
Reabrir as janelas do mundo
O mundo é do tamanho das nossas possibilidades. Na medida que elas encolhem, o planeta cabe inteiro em uma pequena cidade perdida na alma. Para conquistar fronteiras, vou sair rodar o mundo.
Espero abandonar em além-mar a cidade morta em que me perco, e reencontrar novos territórios de possibilidades. Começam os preparativos...
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Confissões sobre a Copa
Assistir jogos da Copa é cumprir o protocolo para frente Brasil, Salve a Seleção. É como transar com aquele cara que você não está mais tão afim.
Sem gol durante a partida, é pior ainda, transar e não gozar. Dá um sono. Mas, malditas vuvuzelas nos despertam no pesadelo. Para piorar, achava que o Cristiano Ronaldo era mais gatinho.
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